O que estamos antecipando e de onde isso vem?

Nem sempre o que sentimos está ligado apenas ao que está acontecendo no momento. Às vezes, o corpo entra em um estado de alerta sem que haja, no presente, algo que justifique claramente essa resposta. 

Uma noite mal dormida, uma sensação de inquietação, um desconforto difícil de explicar. Até que, em algum momento, surge uma associação:

“Talvez seja isso…”
“Pode ser por causa daquilo…”

E, pouco a pouco, a experiência vai sendo reorganizada. Mas será que estamos respondendo apenas ao que está por vir? Ou será que há algo já vivido que está sendo reativado nesta experiência?

A biologia não responde apenas ao fato em si, mas à forma como ele é percebido e essa percepção é construída a partir de referências que já existem em nós. Nem sempre conscientes, nem sempre acessíveis pela narrativa, mas presentes na forma como o corpo sente e, consequentemente, responde.

Assim, o que parece ser apenas uma preocupação com o futuro pode, em alguns casos, estar relacionado a experiências anteriores que deixaram registros de insegurança, de falta, de necessidade de controle ou de proteção.

E, diante de situações que se aproximam dessas referências, o organismo pode responder antecipadamente, como tentativa de se preparar para algo que, de alguma forma, já foi vivido como desafiador.

Isso nos convida a uma observação mais cuidadosa: o quanto aquilo que estamos vivendo agora pertence, de fato, ao presente e o quanto está sendo influenciado por experiências que ainda encontram fixação? Especialmente, considerando o fato de que uma manifestação no corpo pode ser justamente o sinal de que aquilo não foi expressado anteriormente.

Não estamos falando aqui sobre eliminar essas respostas, mas sobre, aos poucos, desenvolver a capacidade de reconhecê-las, sustentá-las e compreender o que podem estar sinalizando. E a partir disso, abrir espaço para que novas formas de resposta possam emergir, mais alinhadas ao momento atual e às possibilidades que ele oferece. A isso damos o nome de coerência.

Nesse processo, as 5 Leis Biológicas podem servir como um mapa, uma forma de orientar o olhar com mais precisão para a situação. Reconhecer como estamos nos sentindo, nos ajuda a investigar de onde essa percepção pode estar vindo, qual referência pode ter sido ativada e atribui um significado (senso de propósito à resposta), quando sabemos o sentido biológico daquela resposta no corpo.

Nosso corpo, nossa natureza, não responde para punir ou repreender… Confiar em nossa biologia faz com que as respostas do nosso corpo deixem de ser uma sensação difusa e passem a ser algo que pode ser observado, sentido, compreendido e integrado.

Esses e outros tópicos são abordados e desenvolvidos em nossa Formação Continuada. Durante a travessia, passo a passo, são criados espaços de integração de diversos conhecimentos, transformando os conteúdos em experiências e, claro, sua relação prática com as 5 Leis Bioloógicas. 

Caso queira saber mais, envie uma mensagem para rodrigo@conscienciaursos.com.br e vamos conversar. Você também pode visitar nosso site e conhecer a jornada de conhecimento que preparamos com muito carinho para percorrermos juntos esse universo das 5 Leis Biológicas.

*André Chediek é fisioterapeuta osteopata, Somatic Experiencing Practitioner (SEP), constelador familiar sistêmico e coordenador acadêmico da 5LB Brasil. Estuda as 5 Leis Biológicas há mais de 15 anos.

 
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