Mente, Coração e Respostas Emotivas de Adaptação

“A interação entre a mente, o coração e as emoções tem sido reconhecida pelos seres humanos há muito tempo, e tem sido encontrado expressões através da linguagem, filosofia, literatura, arte e também na medicina.

Na linguagem, por exemplo, temos várias expressões como “com todo o meu coração”, “coração de gelo”, “não tocou meu coração”, ou “machucou meu coração”, entre outras. Na antiga filosofia chinesa, Confúcio já relatava que o ser humano “deveria ter sempre cabeça fria, o coração quente e mão longa”. Shakespeare também dedica algumas linhas e escreve na voz de Enrique VI: “Minha coroa está em meu coração, não em minha cabeça”.

Também na medicina existem discrições sobre a conexão entre a mente e o coração. Uma das mais curiosas é a que fez no séc. XVIII Sr. John Hunter, um cirurgião britânico a quem se atribuem as primeiras descrições clínicas sobre a “angina de peito” e quem sinalizou o vínculo entre seu próprio conflito com seus colegas e suas dores no peito. Sobre isto escreveu:

“O primeiro ataque destas queixas foi produzido por uma condição da mente e a cada retorno subsequente, emergia da mesma causa; embora o exercício físico e a distensão do estômago trouxeram afecções mais leves, ainda afetavam a mente para torná-las severas.”

Esta descrição de Hunter reflete uma afirmação inicial dos modelos em medicina que conectam a mente e o corpo e ao mesmo tempo corresponde a cardiologia. No entanto o conhecimento das relações entre a mente e o corpo e os estados emotivos tem avançado, e no caso do modelo científico das leis biológicas descobertas pelo Dr. Hamer se descrevem relações muito precisas entre o cérebro, os órgãos e os processos emotivos que se ativam como respostas a estímulos que representam perigo ao organismo.

No caso do estudo do coração e suas condições médicas, de acordo a estes descobrimentos, o coração tem 5 níveis cerebrais de onde se regulam as funções do coração para os distintos programas biológicos especiais de sobrevivência como resposta a uma sensação-percepção de perigo (choque biológico) em particular.

Estes níveis se encontram distribuídos no mesencéfalo, no cérebro, na substância branca e no córtex, e cada um tem centros em cada hemisfério que tipicamente controlam os distintos tecidos do coração por metades.

É importante sinalizar que os programas biológicos especiais são respostas de adaptação para a sobrevivência que entram em jogo em situações que representam perigo e que, com exceção do mundo animal, as situações duram muito tempo sem definir-se. No caso dos seres humanos isto pode ser assim mas também é certo que muitas vezes encontramos que as situações se alargam e então as respostas e mudanças nos tecidos também. Estas mudanças são vistas na medicina como a causa dos problemas cardíacos porque desconhecem que são as consequências de outras coisas que estão acontecendo.

Também pode ocorrer que se entre e saia frequentemente da mesma situação percebida como perigosa fazendo com que o desenvolvimento dos processos crie condições que podem tornam a recuperação mais difícil. E é por isso que tanto a identificação das causas dos processos, a observação de como funcionam em uma pessoa que esta envolvida, assim como a possibilidade de criar mudanças para sair das situações que podem gerar risco, geram uma nova forma de abordagem na assistência e no autoconhecimento para a gestão da saúde.

Abaixo está uma breve descrição das relações entre o cérebro, as sensações-percepções envolvidas nos choques biológicos dos distintos programas especiais e alguns sinais e sintomas mais característicos que se observam. Naturalmente esta pequena tabela é um resumo e portanto um guia limitado:

Nível Cerebral Sensação-percepção do Choque Biológico Sinais e Sintomas
Mesencéfalo

Medo pela circulação e funcionamento do coração

Taquicardia, fibrilação, vibração
Cerebelo Medo pela integridade do coração Pericardite, tamponamento cardíaco
Sustância Branca Não sentir-se apto para sustentar alguém
(é muito para mim!)
Necrose e mudanças do tecido miocárdico, mudanças no tecido conectivo
Córtex Peninsular Perda de território ou de membro do território

Angina de peito, ateroesclerose nas coronárias, bradicardia

Córtex Motor Sentir-se preso, não apto para mover-se
(complemento do programa especial da substância branca)

Lipotimia, síncope, crises motoras (epileptóides)

 

Portanto, de acordo com os conhecimentos atuais sobre as conexões entre os processos mentais, o coração e as respostas emotivas, no modelo das leis biológicas podemos reconhecer com precisão da existência de suas relações, fato que agora é necessário considerar qualquer análise sobre as causas dos processos cardiovasculares para poder realmente obter um tratamento integral, com a finalidade de ajudar as pessoas a se recuperarem e estarem melhores

Te convidamos a conhecer mais sobre este modelo e suas possibilidades!
As 5 leis biológicas do Dr. Hamer ® (GNM) – Intensivo Básico

Tradução para o português por NMGBR